O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta segunda-feira (20) que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil leve em consideração as particularidades de cada área da economia. A declaração ocorre em meio ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre a redução da jornada de trabalho no país.
Segundo Alckmin, embora a proposta de diminuição da carga horária seja uma tendência global, impulsionada pelos avanços tecnológicos e pelo aumento da produtividade, é necessário avaliar as diferenças entre os setores antes de qualquer mudança definitiva. “Não é tudo igual”, destacou o vice-presidente ao defender a análise das especificidades de cada atividade econômica.
O posicionamento do governo ocorre após o envio, com urgência constitucional, de um projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um. A proposta prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salários, além da ampliação do descanso semanal remunerado para dois dias.
Alckmin ressaltou que a redução da jornada de trabalho já é uma realidade em diversos países e tende a avançar também no Brasil. No entanto, ponderou que a implementação da medida deve respeitar as particularidades de cada segmento, incluindo diferenças entre empresas de diferentes portes e setores produtivos.
Apesar das ressalvas, o vice-presidente classificou a pauta como legítima e alinhada com transformações no mundo do trabalho, reforçando o compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o tema.
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