segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Presidente da Argentina quer reduzir maior idade penal para 13 anos em ofensiva contra crime


O cenário político da Argentina ganhou um novo capítulo de forte repercussão após o presidente Javier Milei anunciar a intenção de reduzir a maioridade penal para 13 anos. A declaração foi feita diante de milhares de apoiadores, quando o chefe do Executivo defendeu que crimes graves devem receber punições rigorosas, independentemente da idade do infrator.

A fala reforça a linha dura adotada por Milei desde o início do mandato, baseada no combate frontal ao crime organizado e na ideia de tolerância zero à violência. Segundo o presidente argentino, a proposta parte do princípio de que “crime de adulto deve ter punição de adulto” e integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da segurança pública. Para Milei, a medida busca reforçar a responsabilidade individual, conter a escalada da criminalidade e impedir que a legislação branda seja usada como escudo por organizações criminosas, que frequentemente cooptam adolescentes para a prática de delitos graves.

A iniciativa divide opiniões na Argentina, mas encontra respaldo em uma parcela significativa da população que cobra respostas mais duras do Estado. Aliados do governo veem a proposta como um instrumento para resgatar a autoridade estatal e garantir maior proteção aos cidadãos, enquanto críticos alertam para os riscos de endurecer a legislação sem investimentos paralelos em educação, inclusão social e políticas de prevenção.

Ainda assim, o debate expõe uma diferença clara de postura em relação ao Brasil, onde pesquisas indicam que a maioria da população também apoia medidas mais rigorosas contra o crime organizado, mas o tema segue travado por resistências políticas e ideológicas. O movimento de Milei recoloca na mesa uma discussão que o Brasil insiste em adiar, mesmo diante da crescente sensação de insegurança vivida pela população.



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