A pré-candidata ao Senado Federal, Marília Arraes, afirmou que gostaria de contar com o apoio da governadora Raquel Lyra ao projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Direto de Brasília.
Adversárias no segundo turno da eleição para o Governo de Pernambuco em 2022, Marília lamentou o que classificou como postura “em cima do muro” da governadora em relação ao cenário político nacional. Segundo ela, o eleitor sabe identificar quem está alinhado ao campo político liderado por Lula e quem mantém proximidade com forças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o tema, Marília citou o ex-ministro Fernando Lyra, tio da governadora e um dos nomes históricos da redemocratização do país.
“O próprio tio da governadora dizia que o povo identifica bem quem está do lado de lá e quem está do lado de cá”, afirmou.
A pedetista destacou que nomes como Gilson Machado, Mendonça Filho e Anderson Ferreira, todos associados ao bolsonarismo, integram a base política da governadora.
Apesar das críticas, Marília disse que aceitaria o apoio de Raquel Lyra ao presidente Lula.
“Se ela quiser apoiar o presidente Lula, qual é o problema? A gente precisa de apoio para o presidente Lula e precisa ganhar essa eleição”, declarou.
Diálogo com Raquel não muda posicionamento
Marília também comentou o encontro recente que teve com a governadora, que gerou especulações sobre uma eventual aproximação política. Segundo ela, a conversa fez parte do diálogo institucional e político, mas não alterou seu posicionamento.
“Qualquer conversa que é feita comigo deixa bem claro de que lado estou, o que defendo e o que pretendo fazer”, afirmou.
Divergências com João Campos e Humberto Costa foram superadas
A ex-deputada afirmou ainda que os desentendimentos políticos do passado com o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, foram superados.
Segundo Marília, a aliança construída em torno do apoio ao presidente Lula e da defesa da democracia permitiu que as divergências fossem deixadas de lado.
Ela também disse que as diferenças internas com o senador Humberto Costa já foram superadas e ressaltou a importância de sua permanência no Senado.
“É essencial que Humberto esteja no Senado. O projeto é muito maior do que divergências pontuais ou do passado”, concluiu Marília.
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