A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou, neste domingo (4), a mulher mais votada da história em uma eleição para a Câmara dos Deputados. Às 20h24, com 94,88% das seções apuradas em São Paulo, ela somava 1.512.468 votos.
A parlamentar superou o recorde de Joice Hasselmann, que recebeu 1.078.666 votos em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo pelo PSL. Mesmo antes do fim da apuração, Erika já tinha ultrapassado essa marca em mais de 433 mil votos. As informações são do g1.
Na parcial das 20h24, com 94,88% das seções apuradas, os candidatos a deputado federal com mais votos no estado, que tem 70 cadeiras em disputa, eram:
- Lucas Pavanato (PL) – 2.882.187 votos
- Erika Hilton (PSOL) – 1.512.468 votos
- Sâmia Bomfim (PSOL) – 555.224 votos
- Kim Kataguiri (Missão) – 492.969 votos
- Tabata Amaral (PSB) – 454.381 votos
A votação de Erika já correspondia a quase seis vezes o resultado obtido por ela própria em 2022. Naquela disputa, a parlamentar eleita para seu primeiro mandato na Câmara com 256.903 votos.
Quem é Erika Hilton
Erika, de 33 anos, nasceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Antes de chegar ao Congresso, foi vereadora da capital paulista. Em 2020, recebeu 50.508 votos e foi a mulher mais votada do país para uma Câmara Municipal naquela eleição.
Em 2022, tornou-se a primeira mulher negra e trans eleita para a Câmara dos Deputados. Sua atuação política inclui a defesa dos direitos das mulheres, da população negra e da comunidade LGBTQIA+.
Durante o primeiro mandato, Erika também esteve à frente da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, na qual o trabalhador tem seis dias de trabalho para um de descanso.
Em fevereiro de 2025, apresentou uma proposta de emenda à Constituição que previa quatro dias de trabalho por semana, três de descanso e limite de 36 horas semanais.
Em março de 2026, tornou-se a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Entre as prioridades anunciadas ao assumir estavam o enfrentamento à violência política de gênero, a fiscalização da rede de proteção e políticas de saúde integral para as mulheres.
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postado por Altinhoshow
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