Dos morros à orla, da Ponte de Ferro ao Cinema São Luiz e ao Rio Capibaribe, as paisagens, pessoas, histórias e cultura do Recife são um convite ao fazer artístico.
Os cenários e formas de ocupá-los convocam a cultura em suas diversas expressões para tentar traduzir os seus significados.
Antes de “Retratos Fantasmas” (2023) e “O Agente Secreto” (2025), de Kleber Mendonça Filho, as ruas e equipamentos culturais da cidade já inspiraram produções como “Veneza Americana” (1925), de Ugo Falangola e J. Cambieri e “O Canto do Mar” (1953), de Alberto Cavalcanti.
Para o historiador Arthur Lira, que pesquisa sobre a relação História e Cinema, as imagens são “memórias da cidade, exaltam as paisagens e são símbolos da nossa identidade”.
Cartão-postal do estado por sua efervescência cultural e um patrimônio histórico rico, o Recife, que neste 12 de março completa 489 anos, se desenvolveu tendo como uma das principais atividades a cana-de-açúcar. A história se revela em casarões, monumentos e pontes da capital pernambucana.
O historiador Bráulio Moura afirma que as paisagens emblemáticas vão desde o centro histórico até a periferia. “Tanto o Poço da Panela é uma área cinematográfica, quanto o Morro da Conceição, o Alto Santa Isabel, o Alto do Mandu e a Guabiraba, que mistura mata e morro”, destaca.
Conjunto arquitetônico
Marcado pela convivência e pela estratificação de tempo, o conjunto arquitetônico do Recife retrata em imóveis, fachadas e cores o convívio dos períodos colonial, barroco, moderno e contemporâneo.
Bráulio Moura destaca o Pátio de São Pedro como espaço que convida o cinema a criar cenas e histórias.
“O conjunto é muito bem preservado, com catedral do século XVIII, casas com museus, centros culturais e restaurantes. É um lugar da cultura afro-pernambucana, onde a arte se encontra, a música, o São João, o carnaval e o fim de ano”, comenta.
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